FOCUS: Mercado reduz projeção da Selic em 2020 e eleva aposta do IPCA em 2019

Sede do Banco Central, em Brasília

Focus: Mercado eleva aposta do IPCA para 3,33%; Selic deve fechar 2020 em 4,25%

O Banco Central divulgou na manhã desta segunda-feira mais uma edição do Boletim Focus, com as perspectivas de analistas de mercado para o desempenho da economia brasileira. A novidade do documento é a continuação da flexibilização monetária, iniciada em julho pelo Banco Central, no ano que vem. Os analistas projetam uma Selic a 4,50% em 2019 e em 4,25% em 2020, apostando em mais um corte de 0,50 ponto percentual na reunião de política monetária de dezembro – e sinalizada pela autoridade monetária no último encontro – e um de 25 pontos-base na primeira reunião do ano que vem, reforçando o sinal de cautela do Copom na gestão da política monetária após o último encontro.

Os analistas também projetam uma inflação maior para o fim deste ano, a segunda semana consecutiva de alta na expectativa do IPCA. A inflação em 2019 deve fechar em 3,33%, de 3,31% na semana passada, ainda abaixo do centro da meta de 4,25% e dentro da margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. Há quatro semanas, o mercado projetava alta de 3,26% no índice de preços.

Para 2020, os analistas também mantiveram as projeções de alta de 3,60% no IPCA, também abaixo do centro da meta de 4% estabelecido para o ano que vem, assim mantendo as estimativas da semana passada. Há quatro semanas, os economistas projetavam alta de 3,73% no índice de preços para o ano que vem.

Em relação aos outros componentes principais do relatório, mantiveram-se as estimativas da pesquisa anterior, com exceção do PIB de 2020. As estimativas de crescimento da economia brasileira neste ano seguem em 0,92%. Há quatro semanas, os economistas projetavam um crescimento de 0,88%. Para 2020, a previsão de crescimento se manteve. Os economistas estimam uma aceleração para 2,17%, diante dos 2,08% estimados no documento na semana passada.

De acordo com o Focus, o dólar deve fechar o ano a R$ 4,00, o que representa manutenção em relação à projeção da semana passada, mantendo-se nessa estimativa há 7 semanas. Para o encerramento de 2020, a aposta também segue em R$ 4,00.

Investing.com

 

 

Navio que pode ser responsável por vazamento é identificado

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A Universidade Federal de Alagoas (Ufal) informou neste domingo (17) ter identificado um navio que seria responsável pelo vazamento de óleo no litoral do Nordeste. O nome da embarcação e a sua bandeira não foram divulgados, mas não se trata de nenhuma das cinco apontadas pela Marinha como as principais suspeitas pelo derramamento. O cargueiro teria partido da Ásia em direção à África.

O coordenador do Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites (Lapis) da Ufal, Humberto Barbosa, afirmou que os dados coletados serão encaminhados ao Senado Federal no próximo dia 21, quando haverá uma audiência pública da comissão externa que acompanha as investigações.

Na última sexta-feira, 15, o Lapis conseguiu identificar uma nova imagem do satélite Sentinel-1A, do dia 19 de julho deste ano, que revela uma mancha de óleo com cerca de 25 quilômetros de extensão por 400 metros a 26 quilômetros do litoral da Paraíba.

O Lapis já havia identificado, a partir de imagens de três satélites (Sentinel 1-A, Aqua-Modis e NOAA-20) feitas em 24 de julho, uma grande mancha de óleo a 40 quilômetros do litoral do Rio Grande do Norte.

“Já havíamos definido um padrão, um protocolo, em função da imagem do dia 24 de julho”, explicou Humberto Barbosa. “Foi assim que encontramos uma nova mancha no litoral da Paraíba, no dia 19 de julho, que nos levou a definir uma primeira embarcação suspeita.”

A partir dessas imagens, o laboratório rastreou todos os navios-tanques que transportavam óleo cru nessas datas e passaram pela costa do Nordeste. No total, os pesquisadores constataram que 111 navios navegaram por lá com esse tipo específico de carga.

De todas as embarcações analisadas, concluiu-se que apenas uma delas apresentava indícios de ter sofrido algum incidente durante o trajeto que justificasse um grande vazamento de óleo como o que atingiu o país.

Segundo as informações levantadas pelo Lapis, o navio costuma fazer o trajeto de um país asiático até a Venezuela, passando pela África do Sul. Normalmente, a embarcação navega com o transponder ligado, indicando sua localização ao longo de todo o percurso. No entanto, entre o dia primeiro de julho e o dia 13 de agosto, a embarcação navegou com o transponder desligado, violando o direito marítimo internacional.

O acompanhamento via satélite mostra que o navio partiu de um país asiático em primeiro de julho. Quando passou pelo Oceano Atlântico, a embarcação seguiu um trajeto incomum e fez uma manobra que indicaria uma mudança de trajetória, justamente na altura do litoral do Nordeste.

“O percurso mostra uma alteração na direção do navio, indicando um comportamento suspeito ou um grande problema mecânico”, afirmou Humberto Barbosa. “Mas é claro que ainda será necessário aprofundar essas investigações.

O navio suspeito possui uma capacidade de carga duas vezes maior do que o Bouboulina – o navio grego apontado pelo governo como o principal suspeito do vazamento –, o que justificaria as seis mil toneladas de óleo já retiradas das praias do Nordeste.

A Marinha já havia descartado a imagem do dia 24 de julho como sendo de algas e não de óleo. Sobre a nova imagem encontrada, não foi divulgado ainda um comunicado.

TERRA

 

 

Manifestação na Paulista apoia Moro e Bolsonaro e pede impeachment de Gilmar e Toffoli

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Manifestantes reunidos na avenida Paulista, em São Paulo, pediram neste domingo (18) o impeachment do ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

Com gritos de “fora Gilmar” e para que o ex-presidente Lula (PT) volte para a prisão, a manifestação se concentrou em torno de dois carros de som, em frente à Fiesp, a federação das indústrias do estado. Sem estimativa oficial, o ato ocupou metade do quarteirão da avenida.

“Justiça acima de tudo, Sergio Moro acima de todos”, gritaram os manifestantes que subiram no carro, adaptando a frase já conhecida do presidente Jair Bolsonaro (“Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”).

Alguns manifestantes levaram tomates para atirar em cartazes referentes a ministros do STF.

Uma bandeira com o escrito “Impeachment do STF” foi estendida no chão. Com bandeiras do Brasil hasteadas ou enroladas no corpo, manifestantes também pediram o impeachment do ministro Dias Toffoli, presidente da corte.

Welington Mourão, 42, trabalhador autônomo, afirma que foi ao ato “para derrubar esses canalhas e ladrões”, se referindo aos ministros do STF. “Quem não estiver do lado do povo, do presidente, vai quebrar.”

Fernanda Silva, 39, que trabalha com contabilidade, diz que, além da crítica ao STF, o grupo pede também que “Deus esteja acima de todos”. “O Brasil está avançando em todas as áreas. Vamos ver essa realidade mesmo no ano que vem, mas enquanto a esquerda ficar pirraçando, não vamos crescer”, afirmou.

Havia ainda cartazes de “Bolsonaro Mito” e “Sou Bolsonarista”. Um dos manifestantes que subiu ao carro de som disse que “em 2022, se o Bolsonaro quiser, ele será reeleito”. A fala foi aplaudida pelo grupo na rua.

Nascido em 30 de dezembro de 1955, em Diamantino (MT), Gilmar Mendes chegou ao Supremo Tribunal Federal em 20 de junho de 2002, ocupando a vaga deixada pela aposentadoria do ministro Néri da Silveira Sergio Lima.

Folha

Gilmar vai processar robôs?

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Milhares de pessoas saíram às ruas neste domingo (17), com uma única exigência: o impeachment do Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. As decisões e votos do magistrado criaram um clima de tensão cada vez maior entre a população e a suprema corte.

Em entrevista na última quinta-feira (14) à GloboNews, Gilmar atribuiu os “ataques” que vem sofrendo a, acredite ou não, robôs: “Quanto ao Twitter, isso é um mundo das fake news. Acabo de ver, antes de vir para cá, que toda essa onda foi causada por 1.700 perfis, portanto, são robôs que estão fazendo isso, essa onda toda, e a imprensa acaba por supervalorizar isso”, declarou.

Em entrevista ao site Glamurama, o magistrado também comentou seu alto índice de rejeição: “Tenho muito mais irritação em relação à imprensa do que às pessoas das ruas, que às vezes não têm qualquer noção do que estão falando e são instrumentalizadas”, disse.

É contra Gilmar? Só pode ser instrumentalizado ou robô!

Mendes continua: “Mas se eu entender que sou ofendido, e não é sensibilidade exagerada, e se me chamar de corrupto tomo medida de processar. Processei o [jornalista, já morto] Paulo Henrique Amorim, outros jornalistas, mas não tenho projeto de enriquecer com isso, doo tudo que recebo”, completou.

Neste caso, os leitores hão de concordar, a dificuldade estaria em direcionar esses processos. Já existe um código penal voltado para robôs?

Fato é que as máquinas tomaram as ruas pela queda de Gilmar, uma espécie de Matrix patriótica, engrenagens em pleno funcionamemto.

Apesar de os robôs sermos nós, os onze exterminadores do nosso futuro vocês já sabem quem são.

TERÇA LIVRE

Reforma administrativa pode demorar um pouco, diz Bolsonaro

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O presidente da República, Jair Bolsonaro, disse neste domingo (17) que a reforma administrativa – prometida pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, para esta semana – pode demorar um pouco.

“Vai aparecer aí, mas vai demorar um pouco”, comentou Bolsonaro, ao chegar ao Palácio da Alvorada, no começo da tarde.

Bolsonaro disse, na semana passada, que o texto devia ser enviado com a “menor quantidade possível de arestas”.

A proposta deve alterar regras sobre a estabilidade de novos servidores públicos. Com a reforma, governo pretende extinguir cargos e reduzir salários de novos concursados, entre outras mudanças.

“A política tem de estar casada. Não sou dono de uma empresa. Estou no comando de um país, que tem que ver a questão social, na economia, tem que ver um montão de coisa”, disse o presidente naquela data.

Relatórios financeiros

Questionado sobre a decisão do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Dias Toffoli, em manter o pedido de acesso aos relatórios financeiros de cerca de 600 mil pessoas produzidos nos últimos três anos pelo antigo Coaf, Bolsonaro desconversou.

“Sou o presidente do Executivo”, respondeu.

Bolsonaro disse ainda que não deve acompanhar a final do Mundial Sub-17, entre Brasil e México, em partida marcada para as 19 horas no Estádio Bezerrão, no Gama (DF).

* Com Agência Estado e Agência Brasil

Reforma administrativa pode demorar um pouco, diz Bolsonaro

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O presidente da República, Jair Bolsonaro, disse neste domingo (17) que a reforma administrativa – prometida pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, para esta semana – pode demorar um pouco.

“Vai aparecer aí, mas vai demorar um pouco”, comentou Bolsonaro, ao chegar ao Palácio da Alvorada, no começo da tarde.

Bolsonaro disse, na semana passada, que o texto devia ser enviado com a “menor quantidade possível de arestas”.

A proposta deve alterar regras sobre a estabilidade de novos servidores públicos. Com a reforma, governo pretende extinguir cargos e reduzir salários de novos concursados, entre outras mudanças.

“A política tem de estar casada. Não sou dono de uma empresa. Estou no comando de um país, que tem que ver a questão social, na economia, tem que ver um montão de coisa”, disse o presidente naquela data.

Relatórios financeiros

Questionado sobre a decisão do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Dias Toffoli, em manter o pedido de acesso aos relatórios financeiros de cerca de 600 mil pessoas produzidos nos últimos três anos pelo antigo Coaf, Bolsonaro desconversou.

“Sou o presidente do Executivo”, respondeu.

Bolsonaro disse ainda que não deve acompanhar a final do Mundial Sub-17, entre Brasil e México, em partida marcada para as 19 horas no Estádio Bezerrão, no Gama (DF).

* Com Agência Estado e Agência Brasil

Senado gasta R$ 32 milhões por mês para pagar mais de 3 mil assessores

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O Ranking Políticos mostra que o custo com 3.017 funcionários públicos –efetivos e comissionados– do Senado é de mais de R$ 32 milhões por mês. Esse valor multiplicado pelos 12 meses do ano resulta em 1 gasto de cerca de R$ 400 milhões.

O levantamento foi feito com base na folha de pagamento de setembro e outubro de 2019. O montante corresponde a soma dos benefícios de assessores que ficam nos gabinetes dos congressistas em Brasília e nos escritórios de seus respectivos Estados.

Os cargos são variados, abarcam chefes de gabinetes, assessores parlamentares e legislativos, assistentes técnicos, ajudantes parlamentares e motoristas.

O senador Izalci Lucas (PSDB-DF) tem a maior e mais cara equipe. Seus 86 assessores custam, mensalmente, R$ 736.959,74. Cerca de R$ 9 milhões ao ano.

Em seguida vem o senador Renan Calheiros (MDB-AL), com 51 assessores e 1 gasto mensal de R$693.560,90. Eis a remuneração dos senadores por Estado:

Os senadores Eduardo Gomes (MDB-TO), Fernando Collor (Pros-AL), Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), Eduardo Braga (MDB-AM) e Eduardo Girão (Podemos-CE) têm em sua equipe servidores que recebem acima do teto do funcionalismo público (R$39.293,00). O valor é definido a partir dos salários dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).

Proposta de mudança

O senador Álvaro Dias (Podemos-PR) apresentou uma PEC (Projeto de Emenda à Constituição) para reduzir em 1/3 o número de congressistas. Assim, cada Estado e o Distrito Federal elegeriam 2 senadores. Atualmente cada unidade da Federação e o Distrito Federal elegem 3. O projeto tramita atualmente na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado.

Na Câmara, o número de deputados passaria de 513 para 342. O número de senadores diminuiria de 81 para 54.

Congresso custa caro

De acordo com o levantamento da União Interparlamentar de 2018, cada 1 dos 513 deputados brasileiros e dos 81 senadores custa mais de US$ 7,4 milhões por ano aos cofres públicos. A organização internacional estuda os legislativos de diferentes países.

O Congresso nacional do Brasil é o 2º mais caro do mundo. Perde apenas para os Estados Unidos.

Poder360