MPF DENUNCIA LULA E MAIS 12 NO CASO DO SÍTIO DE ATIBAIA

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Força-tarefa diz que ele se beneficiou com reformas no sítio.
Léo Pinheiro e Marcelo Odebrecht também foram denunciados.

Em Curitiba, o Ministério Público Federal denunciou 13 pessoas no caso do sítio em Atibaia, entre elas, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A força-tarefa afirmou que ele se beneficiou de reformas na propriedade, que teriam sido pagas pela Odebrecht e pela OAS.

O ex-presidente Lula é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Segundo o Ministério Público Federal, ele recebeu propina por meio de reformas e decoração no sítio de Atibaia.

Os investigadores afirmam que o dinheiro foi pago pelo grupo Schahin, Odebrecht e OAS em troca de favorecimento em contratos com a Petrobras.

Segundo a denúncia apresentada no início da noite desta segunda-feira (22), a Odebrecht pagou R$ 700 mil e a OAS R$ 170 mil pelas obras em Atibaia, o que incluiu reformas na cozinha e na piscina, a construção de suítes e de alojamento para os seguranças. E a Schahin arcou com R$ 150 mil em reformas estruturais e de acabamento.

O sítio está em nome dos empresários Jonas Suassuna e Francisco Bittar, sócios de Fábio Luiz, um dos filhos de Lula.

Apesar de os procuradores afirmarem que a real propriedade não é objeto da ação, eles declaram que o ex-presidente é o verdadeiro dono.

Para apresentar a denúncia, os procuradores se basearam em documentos apreendidos e dados bancários e fiscais, além de depoimentos de delatores da Odebrecht, como Marcelo Odebrecht, e do ex-presidente da OAS Léo Pinheiro.

Os procuradores também anexaram vários e-mails sobre questões do sítio endereçados para o Instituto Lula, e notas fiscais em nome da ex-primeira-dama dona Marisa Letícia.

Além de Lula, Marcelo Odebrecht e Léo Pinheiro, outras dez pessoas foram denunciadas nesta segunda.

Se o juiz Sérgio Moro aceitar a denúncia, será a sexta ação contra o ex-presidente Lula – a terceira em Curitiba. Ele já responde pelo caso do triplex do Guarujá e pela compra de um terreno e um apartamento em São Paulo.

O Instituto Lula afirmou que a denúncia apresentada nesta segunda-feira é mais uma denúncia leviana para perseguir o ex-presidente, e que a peça não apresenta provas de que os contratos na Petrobras e as reformas no sítio tenham ligação com Lula.

O instituto afirmou ainda que o ex-presidente não é dono sítio ou cometeu qualquer crime nem antes nem durante nem depois de exercer a Presidência.

Os advogados do ex-presidente afirmaram que a denúncia é uma tentativa desesperada de justificar o que chamaram de perseguição a Lula. A defesa disse que os procuradores reconhecem não ter qualquer prova de que Lula seja o proprietário do sítio e que isso não faz parte da denúncia.

A Odebrecht reafirmou o compromisso de colaborar com as autoridades e disse que já adota as medidas para aprimorar o compromisso com práticas empresariais éticas e transparentes.

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