Acampamento pró-Lula deve ser desmontado em breve

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O acampamento Marisa Letícia, onde hoje dormem e se alimentam cerca de 40 apoiadores do ex-presidente Lula no bairro Santa Cândida, em Curitiba, será desmontado nos próximos dias.

Segundo a organização, o motivo é a chegada do inverno curitibano: venceu ontem o contrato do aluguel do terreno na R. Padre João Vislinski, e o PT fez um acordo para que os militantes fiquem no local por mais alguns dias até que uma casa, nas proximidades da PF (Polícia Federal), esteja pronta para alojá-los.

Outras quatro ou cinco casas que já foram alugadas por sindicatos e pelo MST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra) já recebem o restante dos quase 200 apoiadores de Lula que estão na capital paranaense.

Algumas caravanas estão deixando a cidade e sendo substituídas por outras. Ontem Lula chegou a 40 dias preso. Desde então a principal concentração dos manifestantes, durante o dia, é na Praça Olga Benário, a uma quadra da sede da PF. Esta atividade, segundo o PT, seguirá inalterada.

“Vai manter a vigília. A vigília vai continuar enquanto o Lula lá estiver”, afirmou o ex-deputado Florisvaldo Fier, o Dr. Rosinha, presidente do partido no Paraná.

“Essa mudança [a desmobilização do acampamento] é só pelas mudanças climáticas. Curitiba já deve ter muito frio neste fim de semana, fica complicado manter as pessoas em barracas”, afirma Regina Cruz, da Frente Brasil Popular.

Histórico

Quando Lula foi preso, no dia 7 de abril, o acampamento foi montado inicialmente em frente às casas em torno da PF, o que causou um conflito quase imediato com a maioria dos moradores.

Após a prefeitura de Curitiba conseguir, na Justiça, que os manifestantes fossem retirados, sob pena de multa diária, a organização fez um acordo com as autoridades no dia 16 de abril e aceitou deslocar o acampamento para o terreno privado onde está. Foi fechado um contrato de aluguel de um mês.

Apesar da mudança, os moradores e a própria prefeitura, além da PF, pedem oficialmente a transferência de Lula de Curitiba, devido à mobilização.

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