CABRAL TINHA CAMARÃO, BOLINHO DE BACALHAU E QUEIJOS NA CADEIA

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Uma vistoria do Ministério Público do Rio de Janeiro realizada na tarde desta sexta-feira na Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, Zona Norte do Rio, encontrou alimentos proibidos que haviam sido levados para consumo do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB). Havia camarão, bolinhos de bacalhau e queijos, além de castanhas, frios, iogurtes e refrigerantes – parte com o nome de Cabral. A informação foi divulgada pela Globonews. O juiz da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, Marcelo Bretas, que concentra os casos do braço fluminense da Lava Jato, disse à reportagem que não recebeu a informação sobre a irregularidade oficialmente.

Sérgio Cabral foi chamado pela direção da cadeia a acompanhar a inspeção e responder se os alimentos eram para ele. As imagens veiculadas pela Globonews mostram o ex-governador com uma expressão triste diante da descoberta. O vídeo também mostra os integrantes do Ministério Público indagando um funcionário da cadeia sobre os itens encontrados ali que poderiam ter sido comprados na cantina da unidade prisional. O homem responde que o iogurte “Activia” e as frutas são opções dentro da cadeia.

É possível ver pelo menos um tonel com gelo com o nome Cabral no topo. A anotação indicaria que os itens, que necessitam de refrigeração constante, foram destinados a ele.

A vistoria foi feita pela Coordenadoria de Segurança e Inteligência do MP do Rio, e os alimentos apreendidos estão sendo encaminhados ao Instituto de Criminalística Carlos Éboli, na Cidade da Polícia. Segundo o MP, os alimentos eram não só para Sérgio Cabral, mas para presos da Operação Lava Jato no Rio que estão presos em Benfica.

Também estão presos na unidade a mulher do ex-governador, Adriana Ancelmo, o presidente afastado da Assembleia Legislativa do Rio, Jorge Picciani (PMDB), os deputados estaduais Paulo Melo e Edson Albertassi, ambos do PMDB, e a ex-governadora Rosinha Garotinho. O ex-governador Anthony Garotinho também está preso em Benfica, mas será transferido ao presídio de Bangu 8.

Por meio de nota, a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) diz que uma resolução da pasta permite que cada visitante leve até três sacolas de supermercado aos presos, contendo alimentos ou produtos de higiene pessoal. “As restrições são para alimentos ou produtos de higiene que dificultem a fiscalização dos mesmos”, afirma. Ainda conforme a Secretaria, “os internos ao receberem os alimentos podem optar por consumi-los na hora da visita ou mesmo levá-los para serem consumidos na cela em momentos posteriores”.

VEJA.com

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