‘DELINQUENTE’, JANOT AGORA FAZ ‘CHANTAGEM COM O SUPREMO’, DIZ GILMAR MENDES

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“O procurador-geral da República, mais uma vez, deu curso à sua estratégia de delinquente e fez uma chantagem com o Supremo Tribunal Federal”, disse nesta 3ª feira (5.set.2017) o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes ao .

Gilmar Mendes está em Paris. Volta ao Brasil na 5ª feira (no feriado do 7 de Setembro). Acha que o STF precisa se posicionar rapidamente.

Ontem (4.set), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, convocou a mídia no início da noite para dar uma entrevista às pressas e relatar fatos gravíssimos em uma nova gravação recém-apresentada por Joesley Batista, dono da JBS-Friboi e delator da Lava Jato.

Nesse áudio de aproximadamente 4 horas, segundo Janot, o empresário implica o ex-procurador da República Marcelo Miller e cita integrantes do Supremo em 1 contexto que pode ser indício de irregularidades.

É a esse trecho que o ministro Gilmar Mendes se refere para dizer que Janot tenta fazer uma “chantagem” com o STF. Para Gilmar, a gravação pode ter citações aos magistrados do Supremo, mas nenhuma prova sobre algo que os comprometa.

Na interpretação de Gilmar, o procurador-geral percebeu que poderia ter cometido 1 erro grave no processo da delação de Joesley Batista –operação no início comandada pelo Ministério Público de maneira autônoma. Ao notar o eventual equívoco a que isso levou, Janot teria pretendido se antecipar ao fato e trazer mais atores para dentro do problema.

Enquanto o áudio não estiver disponível não será possível saber exatamente quais são as referências ao STF. Caberá ao ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato, decidir como proceder sobre o sigilo do conteúdo da conversa –remetida ontem por Janot ao Supremo.

De Paris, Gilmar enviou uma mensagem para a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, sugerindo que o Tribunal se posicione a respeito do fato o quanto antes.

A partir desses fatos, Gilmar acha que “os órgãos de investigação no Brasil terão de ser recompostos a partir desses fatos”. O ministro acredita que a jurisprudência terá de ser revisitada e os papéis do Ministério Público e da Polícia Federal precisarão ser mais bem delimitados.