DÍVIDA PÚBLICA FEDERAL CRESCE R$ 62,6 BI EM AGOSTO E CHEGA A R$ 3,4 TRILHÕES

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Enquanto os investidores estrangeiros reduziram sua participação na dívida pública em agosto, os fundos de investimento subiram e se tornaram os principais detentores de títulos do governo. Segundo o Tesouro Nacional, esses fundos aumentaram sua fatia no estoque em R$ 41 bilhões, atingindo um total de R$ 827,68 bilhões, ou 25,18% do total. Com isso, os fundos de investimento ultrapassaram os de previdência como principais detentores de títulos.

Segundo o Tesouro Nacional, o custo médio da dívida voltou a cair em agosto. Para o período acumulado em 12 meses, ele baixou de 10,89% para 10,62% ao ano. Segundo o coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, Leandro Secunho, isso ocorreu devido à queda nas taxas de juros e também na inflação.

— Foram 12 meses seguidos em que o custo da dívida se reduziu — explicou ele.

O técnico destacou ainda que o governo não vê necessidade de revisar os parâmetros do Plano Anual de Financiamento (PAF) da dívida uma vez que o estoque e a composição estão convergindo para o esperado. Segundo PAF, o endividamento público deve fechar 2017 num intervalo entre R$ 3,450 trilhões e R$ 3,650 trilhões.

Ainda de acordo com o Plano, a participação dos títulos prefixados no estoque precisa terminar o ano entre 32% e 36% do total. Ela hoje está em 34,84%. Já os papeis corrigidos pela Selic devem ficar entre 29% e 33%, sendo que eles representam hoje 31,92%.

— Não há necessidade de revisão do PAF. Já começamos a nos aproximar das metas do Plano — afirmou Secunho.

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