Justiça de Portugal determina extradição de Raul Schmidt

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Justiça de Portugal decidiu extraditar o empresário Raul Schmidt, investigado na Operação Lava-Jato. A determinação foi feita na última sexta-feira, após pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) brasileira. De acordo com a decisão, Schmidt deve ser entregue às autoridades brasileiras assim que for localizado pela polícia portuguesa.

Segundo a PGR, a informação foi repassada extraoficialmente pelas autoridades portuguesas à Secretaria de Cooperação Internacional (SCI) do Ministério Público Federal (MPF), responsável pelo acompanhamento do caso. Na semana passada, a titular da SCI, Cristina Romanó, esteve em Lisboa negociando com autoridades portuguesas a extradição do investigado, que deixou o Brasil após ter a prisão decretada pela Justiça. Em março de 2016 Schmidt chegou a ser preso em Portugal, durante a 25ª fase da Lava-Jato, mas foi libertado no início deste mês.

– Mesmo tendo exauridos todos os recursos e existindo uma sentença válida, já transitada em julgado para a extradição, a defesa continua atuando para impedir o cumprimento da medida – afirmou Cristina Romanó.

De acordo com o MPF, Raul Schmidt atuava como operador financeiro e preposto de empresas internacionais que queriam obter contratos com a Petrobras. Os investigadores sustentam que a atuação do empresário facilitou os desvios cometidos pelos ex-diretores da Petrobras Renato Duque, Nestor Cerveró e Jorge Zelada. Eles suspeitam que o empresário teria recebido US$ 200 milhões em propina pelos serviços.

Ao G1, a defesa de Schmidt questionou a decisão da Justiça portuguesa: “A ordem do desembargador, se é que existe, pois não nos foi apresentada oficialmente, é uma afronta direta a decisão do Supremo Tribunal de Justiça, que determinou a liberdade do Raul com o arquivamento da ação de extradição”, afirmou o advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, que representa o empresário.

Jornal O Globo