Oposição deixará Temer de lado e mira outro “peixe grande” durante a crise de abastecimento

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Diante de todo o impasse criado pela greve dos caminhoneiros que atingiu o governo de Michel Temer, a oposição vai mirar todas as suas flechas agora no presidente da Petrobras, Pedro Parente, responsável por adotar a política de ajuste de preços que entrou em vigor em julho de 2017, segundo informações desta segunda-feira (28) da Folha de S. Paulo.

De acordo com a colunista do jornal, Mônica Bergano, o diagnóstico é que Michel Temer já está tão desgastado que não valeria a pena perder tempo com ele. Em verdade, Pedro Parente já está sendo bombardeado inclusive pelas lideranças governistas como o presidente do Senado, Eunício Oliveira, que no final de semana defendeu a mudança da política de preços da Petrobras e a demissão do presidente da estatal.

As dúvidas sobre a manutenção de Parente no comando da estatal devem mexer mais uma vez com as ações da companhia, fortemente penalizadas pelo mercado em meio à percepção de maior ingerência política sobre a tomada de decisão sobre preços. No final do pregão de sexta-feira (25), a Petrobras reiterou que o presidente não tem a intenção de pedir demissão do cargo: “a Petrobras, em relação às notícias veiculadas na imprensa, informa que o presidente Pedro Parente nega qualquer intenção de pedir demissão e permanece no cargo de presidente da companhia”, apontou.

O governo segue correndo contra o tempo para resolver o impasse com os caminhoneiros. A situação pode se agravar com a greve anunciada por petroleiros, que pode impedir uma retomada do abastecimento de combustíveis. Segundo o jornal O Estado de S.Paulo, os militares veem situação delicada e temem uma onda de paralisações no país. A FUP (Federação Única dos Petroleiros) pretende entrar em greve na quarta-feira. Paralisação também seria novo foco de pressão sobre o presidente da estatal, Pedro Parente, cuja gestão, elogiada pelos investidores, foi amplamente questionada pelos políticos durante a greve dos caminhoneiros.

A principal pauta é a redução dos preços do gás de cozinha e dos combustíveis. Os petroleiros pedem também o fim das importações de derivados de petróleo, critica privatizações e querem a demissão do presidente da Petrobras. “É fora, Parente. A Petrobras está sendo implodida. Estão vendendo refinarias com dutos”, assim defende Roni Barbosa, presidente da FUP.

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