PCC e máfia italiana movimentaram 2 toneladas de cocaína e R$ 1 bilhão em dois anos

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Uma investigação internacional que envolveu esforços de forças policiais de quatro países da Europa durante os últimos dois anos identificou um elo entre a principal máfia italiana, a ‘Ndrangheta, e a maior facção criminosa do Brasil, o PCC (Primeiro Comando da Capital), que exporta drogas para outros continentes. A apuração aponta que a máfia e a facção negociam diretamente a exportação da maior parte da cocaína que sai da América do Sul com destino à Europa, relatam os repórteres Luís Adorno, Cecilia Anesi e Giulio Rubino. Juntos, o PCC e a máfia italiana movimentaram 2 toneladas de cocaína e R$ 1 bilhão nos últimos dois anos.

Reportagem de Wanderley Preite Sobrinho mostra que o governo federal abriu mão de mais de R$ 400 bilhões em impostos em favor da saúde privada nos últimos 12 anos. O valor contrasta com os gastos destinados ao SUS (Sistema Único de Saúde) – congelados por duas décadas – e rivaliza até com o orçamento total do Ministério da Saúde. A cada ano, a renúncia fiscal a esse grupo equivale a um terço do orçamento do ministério, hoje de R$ 130 bilhões. Esse dinheiro que não chega aos cofres públicos também é conhecido como “gasto tributário”. Entre 2003 e 2015, a União destinou indiretamente R$ 331.498 bilhões para a saúde privada.

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Dias Toffoli, derrubou na noite de ontem a decisão do ministro Marco Aurélio Mello que suspendia, em caráter liminar (temporário), a execução de pena após a condenação em segunda instância. A liminar poderia abrir caminho para a liberdade de, entre outros presos, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).Segundo decisão de Toffoli, a liminar de Marco Aurélio fica suspensa “até que o colegiado maior [isto é, o plenário da corte] aprecie a matéria de forma definitiva, já pautada para o dia 10 de abril do próximo ano judiciário”.

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, apresentou ontem a terceira denúncia contra o presidente Michel Temer (MDB) e mais cinco pessoas ao STF (Supremo Tribunal Federal). Desta vez, Temer é denunciado pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do inquérito dos portos. A denúncia foi feita a 12 dias do término do mandato do emedebista como presidente e um dia antes do recesso do Judiciário, que vai até fevereiro. Em outubro, Temer já havia sido indiciado pela Polícia Federal no caso.

UOL

 

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