SÍTIO: COM ‘ESTREIA’ DE MARQUETEIROS, ELENCO DE DELATORES DEPÕE CONTRA

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Depois de assinarem acordos de delação premiada, o marqueteiro João Santana e sua mulher e sócia, Mônica Moura, prestam na segunda-feira (5) seus primeiros depoimentos como testemunhas de acusação em um processo da Operação Lava Jato contra um antigo cliente de peso: o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Santana e Mônica foram convocados e abrirão a sequência de depoimentos do chamado processo do sítio de Atibaia (SP), em que Lula é acusado de ter recebido propina das construtoras Odebrecht, OAS e Schahin por meio de reformas no imóvel. O caso corre sob a responsabilidade do juiz Sergio Moro, da Justiça Federal do Paraná.

A defesa de Lula afirma que não há provas dos crimes imputados ao ex-presidente e nega que ele seja o real dono do sítio. Os advogados também dizem que não há relação entre os supostos crimes e a Petrobras.

O casal de marqueteiros teve sua delação divulgada no ano passado. Santana e Mônica –que atuaram na reeleição de Lula, em 2006– acusaram o ex-presidente de ter conhecimento do uso de caixa 2 em sua campanha. Eles também admitiram ter recebido pagamentos da Odebrecht pelo trabalho em campanhas do PT.

Segundo os advogados de Lula, Santana e Mônica mentiram para conseguir os benefícios de um acordo de colaboração. Ambos foram condenados à cadeia por lavagem de dinheiro em dois processos da Lava Jato e passaram cerca de seis meses detidos. Com o acordo, eles cumprem prisão domiciliar.

‘Elenco’ de 21 delatores

João Santana e Mônica Moura não são os únicos delatores a terem sido convocados como testemunhas de acusação pelo Ministério Público. No total, são 21 os colaboradores arrolados pela força-tarefa da Lava Jato no processo do sítio.

Entre eles estão políticos, como o ex-senador Delcídio do Amaral, que foi do PT, e o ex-deputado Pedro Corrêa (PP-PE), que fizeram acusações contra Lula em seus acordos de delação.

Também prestarão depoimento nas próximas semanas ex-executivos da Petrobras, como Paulo Roberto Costa e Nestor Cerveró; ex-executivos de construtoras envolvidas na Lava Jato, como Milton Schahin (Schahin), Dalton Avancini (Camargo Corrêa) e Rogério Araújo (Odebrecht); e operadores como Alberto Youssef e Fernando Soares, o Fernando Baiano.

 

 

UOL

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