Advogado entra com pedido de impeachment de Gilmar Mendes no Senado …

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O advogado Modesto Carvalhosa protocolou hoje, às 11h, um pedido de impeachment contra o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes. A documentação foi entregue à Mesa do Senado — responsável por coordenar os trabalhos da Casa.

A informação foi confirmada ao UOL por Carvalhosa.

“Está claro que a sociedade, por unanimidade, não admite a presença dessa figura no Supremo. Ele é o inimigo público número um do Brasil. Mancha profundamente as instituições brasileiras”, disse Carvalhosa.

No pedido de 150 páginas, Carvalhosa sustenta que há 32 casos de quebra de responsabilidade e falta de decoro do ministro que podem ser entendidos como crime de responsabilidade. Veja as razões expostas pelos advogados no pedido.

O pedido é assinado também pelo desembargador paulista Laercio Laurelli e pelo advogado Luís Carlos Crema, de Brasília.

“Há casos notórios de suspeição que Gilmar deveria ter se afastado do processo, como os que envolvem o escritório que a mulher é sócia”, disse.

O documento deverá ser apreciado pelos senadores. A tese de Carvalhosa sustenta que Gilmar julgou casos em que tinha proximidade, como processos referentes à CBF (Confederação Brasileira de Futebol), sendo que a instituição doou R$ 50 mil para campanha eleitoral do irmão, segundo a denúncia.

Carvalhosa se reuniu com o líder da oposição Randolfe Rodrigues (Rede-AP), o líder do PSL, Major Olímpio (PSL-SP), e os senadores Alvaro Dias (Pode-PR) e Lasier Martins (Pode-RS).

O advogado, que também é doutor em Direito pela USP (Universidade de São Paulo), sustenta que Gilmar atuou junto do ex-ministro de Michel Temer (MDB), Aloysio Nunes, e do ex-diretor da Dersa Paulo Vieira Souza, apontado como operador do PSDB.

O pedido feito por Carvalhosa será analisado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). Ele não tem prazo para acatar ou descartar a solicitação. Senadores da base e oposição querem que Davi aceite o pedido e abra uma comissão especial que vai analisar se o documento será ou não levado ao plenário.

Leia Ofício nº 1691/2019 – PRPR – DRA. RAQUEL ELIAS FERREIRA DODGE

UOL

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