Filho de ministro do TCU é alvo da 4ª fase da Operação Espúrio

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A Polícia Federal realiza, na manhã desta 3ª feira (18.set.2018), 16 mandados de busca e apreensão e 9 de prisão temporária na investigação de desvio de recursos da CEES (Conta Especial Emprego e Salário), do Ministério do Trabalho. A PF realiza a 4ª fase da Operação Registro Espúrio, que investiga suposta organização criminosa para cometer fraudes na concessão de registros sindicais junto ao órgão.

Esta fase da operação ocorre em São Paulo, Brasília, Goiânia, Londrina e Anápolis. Os mandados foram autorizados pelo ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal).

As medidas têm como alvo Tiago Cedraz, filho do ministro do TCU, Aroldo Cedraz, e Marcelo de Lima Cavalcanti, atual chefe de gabinete do deputado federal Paulinho da Força (SD-SP). Os crimes investigados são de corrupção ativa e peculato, quando ocorre apropriação indevida de recursos públicos.

Serão investigados, durante o processo, outros crimes como falsificação de registros públicos e lavagem de dinheiro. Segundo a PF, durante o processo investigado foram feitos pedidos de indenização para que o repasse de créditos fosse viabilizado.

“Os valores eram transferidos da Conta Especial Emprego e Salário, do ministério, para as contas bancárias das entidades, com posterior repasse de 1 percentual para os servidores públicos e advogados integrantes do esquema”, diz a PF em comunicado.

HISTÓRICO DA OPERAÇÃO

A Operação Registro Espúrio foi deflagrada em maio de 2018. As investigações apuram ilicitudes no processo de concessão de registros sindicais no Ministério do Trabalho.

A PGR (Procuradoria Geral da República) denunciou 26 pessoas por supostas fraudes no órgão –dentre elas, o deputado Roberto Jefferson, a deputada Cristiane Brasil, e o ex-ministro do Trabalho, Helton Yomura.

Na última 6ª feira (14.set.2018), o ministro Edson Fachin, relator do inquérito no STF, assinou uma decisão aceitando os pedidos de compartilhamento de informações e documentos colhidos na operação feitos pelo Ministério da Transparência e CGU (Controladoria Geral da União) e pela Comissão de Ética Pública da Presidência da República.

Poder360

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